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A Progressão da doença

 

 

A Progressão da doença

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-z5p8dPCUyo4/USkKWWmXQrI/AAAAAAAAAHs/Ln6jmYUad0A/s1600/ressaca-remedio-e-alcool-misturar-remedio-e-alcool-medicamento-bebida-alcoolica-1360340591574_1920x1080.jpg

Primeira fase: Durante os primeiros anos, a maioria dos alcoólicos (toda a regra tem suas exceções) mostra uma capacidade crescente de beber.
Apesar das quantidades que ingere, não gagueja, não perde o equilíbrio, não fica tonto e não tem ressacas. Porém, os “apagamentos” podem começar nesta fase.Os outros não notam, pois o comportamento do alcoólico é normal. Contudo, no dia seguinte, ele reconhece que certos acontecimentos da noite anterior desapareceram inteiramente de sua consciência, a partir de alguma hora. Depende do álcool para fazer por ele o que as pessoas normais fazem por si mesmas. Existe uma tendência para beber em fez de enfrentar uma situação. O alcoólico freqüentemente reconhece que não deve beber numa hora ou num lugar determinado. Porém, não consegue superar a compulsão de tomar “uma só”. E, depois dessa, não tem mais controle. A bebedeira que segue lhe traz sentimentos de incapacidade, de inferioridade, de “não prestar”.

Segunda fase: Bebe mais rápido e em maiores quantidades que os outros, muitas vezes escondido. Começa a sofrer ressacas dolorosas que se distinguem das ressacas dos não alcoólicos por serem acompanhadas pelo remorso mental, nojo de si mesmo e fortes ataques de tremedeiras. Os “apagamentos” agora são freqüentes. Agora, acorda de manhã tremendo, e precisa de álcool (ou qualquer outro sedativo) para acalmá-lo. Se tomar calmantes enquanto seguir bebendo, colocará sua vida em perigo, pois esta combinação é, freqüentemente fatal. O alcoólico acha que não funciona bem sem uns “golezinhos”. A vergonha que sente faz com que não queira, contudo, que ninguém toque no assunto das bebidas dele. Quanto mais inferior se sentir, mais se utiliza das armas da arrogância, grandiosidade e agressividade. Sentindo-se isolado, procura o convívio de pessoas que bebem com ele. Pensa que são as únicas pessoas que o compreendem, e não está longe da verdade. Aliás, esta é uma das chaves do êxito de Alcoólicos Anônimos.

Terceira fase: Agora existe a necessidade imperiosa de conseguir e manter certa quantidade de álcool no corpo o tempo todo. As ressacas, que ocorrem cada vez que o alcoólico acorda, são sempre apagadas por mais bebida. O doente começa a ver “coisas” e ouvir sons inexistentes. O colapso físico está se aproximando. Suas tremedeiras são violentas, não lhe permitindo levantar o primeiro como do dia à boca com uma só mão. Quase não se alimenta mais, nem se banha. Uma mudança brusca na quantidade de álcool no corpo pode causar o “Delírium Tremens”, um estado físico muito perigoso que requer a atenção médica imediata. Convencido de que não tem mais condições de controlar-se, se entrega totalmente à bebida como coisa inevitável. São extremos seus sentimentos de vergonha, degradação, isolamento e autopiedade. Pensa constantemente no suicídio, mas gostaria de morrer bêbado ou inconsciente, sem passar por dor. É difícil convencê-lo de que poderia voltar a uma vida feliz, pois ha muito tempo que não sentiu a felicidade nos seus períodos de sobriedade.

(Tradução do livrete: "How To An Alcoholic", publicado pelo National Council on Alcoholism. NY – USA)

 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.

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