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LIÇÕES DE VIDA

 

A última pedra

A ÚLTIMA PEDRA

        

Gosto de uma música que Frank Sinatra costumava cantar: My way.

         Ela diz mais ou menos assim: “Se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira”.

         Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante. É impossível acertar sempre. Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando.

         A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece no presente.

         Há uma história que gosto muito: um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!

         Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:

         – Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!

         Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.

         Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.

         Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração, muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.

         Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.

Roberto Shinyashiki


 

A SABEDORIA É UMA BENÇÃO!

A SABEDORIA É UMA BENÇÃO!

 

         Perto de Tóquio, vivia um grande Samurai; já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o Zen aos jovens.

         Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

         Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Era famoso por usar a técnica da provocação. Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de inteligência e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem jamais havia perdido uma luta.

         Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama. Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu sereno e impassível.

         No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

         Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

         O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:

         - Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece mas você não o aceita, com quem fica o presente?

         - Com quem tentou entregá-lo, respondeu o discípulo.

         Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

         Por esta razão a sua paz interior depende exclusivamente de você.

         As pessoas não podem lhe tirar a calma, se você não o permitir.

Autor desconhecido

Conta-se que um mestre e seu discípulo peregrinavam em uma região muito pobre e pediram pousada em um humilde casebre. O dono da casa recebeu-os cordialmente e desculpou-se por não poder oferecer mais do que uma xícara de leite.

         Explicou que toda a sua alimentação dependia de uma magra vaquinha, cujo leite era uma parte consumido e em parte trocado por outros alimentos, na cidade. E assim sobrevivia a família, em uma indizível penúria. No dia seguinte, despediu-se o mestre e, ao afastar-se da casa, viu a tal vaquinha, pastando mansamente à beira de um barranco.

         Ordenou ao discípulo: "Empurre a vaca no barranco".

         O discípulo, mesmo sem entender, obedeceu e a pobre vaquinha estatelou-se, morta, no fundo do barranco. O mestre deu-se por satisfeito e seguiram a viagem. 

         Anos se passaram, sem que o discípulo esquecesse aquela família e se recriminasse por ter sido, talvez, o carrasco de seu destino.      Um dia, quando seu mestre já havia morrido, o discípulo voltou àquela região e procurou o casebre onde morava a família. Encontrou, em seu lugar, uma imensa casa, ricamente decorada, abençoada com grande fartura. O dono da casa se tornara um próspero comerciante e seus filhos, já homens feitos, estavam trabalhando, produtivos, felizes e saudáveis.  

         Espantado, o discípulo indagou as causas de tão profunda mudança, ao que o dono da casa explicou: "Lembra-se da vaquinha que nós tínhamos? Ela caiu do barranco e, sem ela, nós passamos alguns dias de terrível necessidade e fome. Porém, diante da miséria, tivemos que buscar soluções alternativas e fomos descobrindo potenciais de que nem sequer desconfiávamos. Criamos novas possibilidades, fomos crescendo e o resultado é esse que você vê.

         Então, finalmente, o discípulo entendeu a sabedoria de seu falecido mestre. 

         A pergunta a ser feita é: - "Qual a vaquinha (ou vaquinhas) que eu tenho que empurrar do barranco, a fim de conhecer e melhor utilizar os meus potenciais para a felicidade?"


 

O ALPINISTA

O ALPINISTA

 

         Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua.          Mas ele queria a glória somente para ele e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, e por que não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo.          Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha e não era possível mais enxergar uma palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada! Tudo era escuridão. Zero de visibilidade. Não havia Lua e as estrelas estavam coberta pelas nuvens.                                                           

         Subindo por uma "parede" a apenas 100 metros do topo ele escorregou e caiu ... Caia a uma velocidade vertiginosa. Somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo ... e nesses angustiantes momentos passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte, que quase o partiu pela metade. Shack!...Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.                                                                     

         Nestes momentos de silêncio suspenso pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:                                                    

         - Ó meu Deus me ajude! De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu: - O que você quer de mim meu filho? - Me salve meu Deus por favor? - Você realmente acredita que eu possa te salvar? - Eu tenho certeza meu Deus! - Então, corte a corda que te mantém pendurado.                             

Ouve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria...                             

         Conta o pessoal de resgate que ao realizar as buscas encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com suas duas mãos a uma corda... a somente meio metro do chão ...        

         "Por vezes nos agarramos às nossas velhas cordas que nos mantém seguros, porém ter fé é arriscar-se a perder total controle sobre a própria vida confiando-a ao Pai. Que possamos todos entregar-nos e viver plenamente na confiança de que existe Aquele que está sempre ao nosso lado a nos suportar, mesmo que nossa corda arrebente.

N.


OS DOIS LOBOS

            Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

            - "Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que 'aprontaram' tanto comigo sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.

            Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos. E ele continuou:

            - É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for necessário fazer isto e da maneira correta. Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!      Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

            O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

            - Qual deles vence, vovô?

            O Avô sorriu e respondeu baixinho:

            "Aquele que eu alimento mais frequentemente".

O OFFICE BOY

         Um homem desempregado se candidata para o cargo de “office boy” de uma grande empresa. O gerente de RH ao entrevistá-lo, pede um teste: limpar o chão. 

         Ao final disse: “você está contratado, me dê o seu endereço de e-mail e eu lhe enviarei o aplicativo para preenchimento e avisarei quando você vai começar”. O homem respondeu: “Eu não tenho um computador, nem um e-mail”.

         Lamento muito, disse o gerente de RH, se você não tem um e-mail, significa que você não existe. Já que não existe, não pode ter o trabalho. O homem saiu sem esperança. Ele não sabia o que fazer, com apenas 10 dólares no bolso.

         Ele então decidiu ir ao supermercado e comprar uma caixa de tomate de dez quilos. Ele vendeu os tomates de porta em porta. Em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar seu capital. 

         Ele repetiu a operação três vezes, e voltou para casa com 60 dólares. 

         O homem percebeu que ele podia sobreviver desta maneira, e começou a ir todos os dias cedo e voltar tarde e assim, o dinheiro foi duplicando ou triplicando a cada dia. 

         Pouco tempo depois, ele comprou um carro, em seguida, um caminhão, e então teve a sua própria frota de veículos de entrega.

         Cinco anos depois, o homem já era um dos maiores distribuidores de alimentos da região.

         Nessa época ele começou a planejar o futuro de sua família, e decidiu fazer um seguro de vida. Chamou um corretor de seguros, e escolheu um plano de proteção. No final da conversa o corretor lhe pede o e-mail. 

         O homem respondeu: “Eu não tenho um e-mail”. 

         O corretor disse curiosamente: “você não tem um e-mail, e ainda assim conseguiu construir um império. Você imagina o que poderia ter sido se você tivesse um e-mail?”

O homem pensou um pouco e respondeu: office-boy!

Moral da história:

O maior fraqueza do homem havia se tornado sua maior força.

UNIDADE

          Existe uma história que relata uma conversa entre os dedos da mão.

         Cada um exaltava sua própria importância.

         O polegar dizia que era o mais importante porque com ele se faz a impressão digital.

         O indicador dizia que ele é usado para apontar Deus, sendo assim o mais especial.

         O dedo médio se achava o melhor porque é o maior.

         O anelar dizia ser o dedo onde todos usam o anel.

         E o dedo mínimo dizia ser muito cooperativo e por isso imprescindível.

         Porém, individualmente nenhum deles é capaz de realizar uma tarefa. Todos precisam trabalhar juntos.

         Esta é a maravilha da unidade.

Colaboração do companheiro Paulo P.


QUAL É O TAMANHO DE DEUS?

Qual o tamanho de Deus? Pergunta um garoto ao seu pai.

Então ao olhar para o céu, o pai avistou um avião e respondeu com uma pergunta ao filho:

— Que tamanho tem aquele avião?   

O garoto disse: — Pequeno quase não dá pra ver. 

Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou   

— E agora, qual o tamanho desse avião?

   O garoto respondeu:

— Nossa pai, esse é enorme!   

O pai então disse: — Assim é Deus!

O tamanho vai depender da distância que você estiver Dele.

ORAR

Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma.

 (Mahatma Gandhi)


 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.