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A Mulher Alcoólica

 

A Mulher AlcoólicaO número de mulheres alcoólicas aumentou cerca de 30% nos últimos anos.

Com um detalhe: nelas a doença se manifesta de forma mais grave e precoce.

Além disso, o preconceito contra a mulher dependente é muito maior.

Muitas mulheres vêm procurando na bebida solução ou alívio para seus problemas pessoais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de alcoólicas do sexo feminino aumentou assustadoramente nos últimos anos no mundo todo e no Brasil não é diferente.

Da década de 70 para cá, a proporção de mulheres alcoolistas subiu cerca de 30%. Alcoolismo é uma doença grave, que se manifesta de forma diferente em homens e mulheres.

Existem várias causas para o aparecimento do problema, entre elas as genéticas, as psicológicas e aquelas desencadeadas por fatores externos (como a perda do emprego, uma desilusão amorosa, etc.).

Famílias inteiras, incluindo pais, mães, filhos, têm sua psique destruída quando obrigadas a conviver com um/a alcoólico/a. Se o personagem em questão for mulher, considerada a pilastra responsável pela estabilidade do lar, os resultados, ou pelo menos a aceitação por parte da sociedade, costumam ser mais devastadores do que se o problema da bebida estivesse concentrado na figura do pai.

"Quando comecei a beber, não me considerava uma alcoólica nem imaginava o quanto isso afetaria o meu relacionamento com meus filhos. Até hoje eles são meio neuróticos em relação à bebida. O mais velho, com 25 anos, não toma nem uma cervejinha", diz K.L., que abandonou a bebida há dois anos, depois de perder o emprego como secretária executiva em uma multinacional devido a suas constantes bebedeiras.

Segundo o pensamento clássico, o alcoolismo é caracterizado por sintomas particulares. Um deles é a negação: se você acha que não é alcoólica, poderá mais facilmente se tornar uma. Mesmo que no início você não beba para ficar bêbada. E todos que cercam a dependente de álcool são afetados pela doença; e são co-dependentes, porque têm que ajustar suas identidades ao comportamento errático da paciente, e como ela necessitam de tratamento.

PRECONCEITO - Hoje já se sabe que o hábito de beber não faz a menor distinção de sexo, embora os efeitos sobre a mulher sejam mais acentuados. Isso acontece porque o álcool se distribui em tecidos gordurosos, que as mulheres normalmente têm mais que os homens (as mamas, por exemplo), aumentando sua concentração no sangue. Além disso, o sexo feminino tem deficiência de algumas enzimas que metabolizam o álcool no organismo, fazendo com que ele permaneça agindo mais tempo sobre o corpo. Resultado: os estragos causados pela droga, que custam vinte anos para se manifestar no organismo masculino, na mulher aparecem em cinco anos.

O preconceito contra mulheres que bebem também é muito forte diz M.J.A.: "Eu cansei de ouvir comentários pejorativos, inclusive de outras mulheres. Não é que o mesmo não aconteça com o homem alcoólico, mas ele vem junto com um sentimento de poema, que suaviza a agressão" constata ela. Mulheres alcoólicas (e o preconceito contra elas) não são nenhuma novidade.

O Antigo Testamento já condenava especificamente a embriaguez feminina. Entre os romanos e na Idade Média, mulheres que bebiam eram tão repudiadas quanto as adúlteras. Dizia-se que as moças com o hábito de beber tornavam-se mais agressivas e promíscuas.

Até hoje, acredita-se que o menor número de mulheres alcoólicas tem razões morais, pois a sociedade as condena de forma mais rigorosa.

Embora esmaecidos pelos anos, o preconceito contra a mulher que bebe ainda está muito arraigado na população, porém este fator não tem impedido da mulher beber cada vez mais e iniciar sua caminhada alcoólica em tenra idade.

Há no Brasil centros que oferecem serviços específicos para atender à mulher alcoólica e a Irmandade de Alcoólicos Anônimos, com mais de 6.000 Grupos espalhados por todas as cidades de nosso País. Para maiores informações acesse o site: http://www.alcoolicosanonimos.org.br.

Fonte: http://www.vencendo-o-alcoolismo.blogspot.com/2011/05/mulher-e-o-alcool.html‎

 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.

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