Cabeçalho do site de A Mulher Alcoólica

 

 

A opinião de um Profissional

 

 

CRESCE O ALCOOLISMO ENTRE MULHERES

CRESCE O ALCOOLISMO ENTRE MULHERES

Cláudia Collucci

 

O número de mulheres dependentes do álcool que procura tratamento cresceu 78% nos últimos três anos no Estado de São Paulo, segundo levantamento em unidades públicas de saúde. Ao mesmo tempo, pesquisas indicam que, em 20 anos, aumentou muito a proporção de mulheres alcoólicas no país. Era uma mulher para cada dez homens. Agora é uma para três. Para especialistas, uma das explicações é a mesma que levou ao aumento dos problemas cardiovasculares nesse público: a mudança do estilo de vida da mulher, que a deixa sobrecarregada de trabalho e estressada. O fenômeno preocupa por dois motivos: a) a mulher é mais vulnerável ao álcool e tem problemas mais cedo; b) a indústria de bebida tem investido em propagandas para elas. Estudo da Secretaria Estadual da Saúde mostra que o número de mulheres dependentes nos Centros de Atenção Psicossocial passou de 17.816 para 31.674 em dois anos. Representam 11,8% dos atendimentos. "Havia uma demanda reprimida. Antes, a mulher era internada. Hoje, com o tratamento ambulatorial, ela se sente mais estimulada a buscar ajuda." A mulher ganhou bônus [maior inserção no mercado de trabalho, por exemplo], mas também teve o ônus": o organismo feminino metaboliza o álcool de forma diferente da dos homens e, por isso, sofre mais rápido os efeitos nocivos da bebida - têm maior proporção de tecido gorduroso e um déficit de enzimas que atuam na metabolização do álcool. Situações que desfavorecem a "diluição" da bebida no corpo. O psiquiatra Dr. Sérgio Ramos, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, diz que os homens levam 15 anos para ter problemas no fígado. "As mulheres, cinco." As alcoólicas também sofrem mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, câncer da mama, osteoporose e distúrbios psiquiátricos, entre outros. E não só isso. Paulina Duarte, da Secretaria Nacional Antidrogas, diz que a mulher alcoólica, mais estigmatizada, tende a beber escondida e tarda em buscar ajuda. "Chega numa condição mais grave e com menos chances de recuperação.”

"A CADA 20 MINUTOS UMA PESSOA É INTERNADA POR CONSUMO ABUSIVO DE ÁLCOOL" Notícias da Rede Bom Dia!

A cada 20 minutos, uma pessoa é internada em hospitais públicos de São Paulo com alguma doença ocasionada pelo abuso do álcool, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde. O estudo não inclui as internações causadas por acidentes de trânsito. De acordo com o levantamento, os transtornos mentais e comportamentais, como as síndromes de abstinência ou dependência química e os transtornos psicóticos são responsáveis por 87% das internações. Os 13% restantes - o equivalentes a 300 casos por mês - referem-se às doenças alcoólicas do fígado, como cirrose, insuficiência hepática e hepatite. "O alcoolismo é uma doença silenciosa e leva anos para se manifestar", alerta a médica Dra. Rosângela Elias, coordenadora da saúde mental de álcool e drogas da Secretaria Municipal de Saúde. O alcoolismo é também a única doença cujo portador não busca ajuda porque não admite a dependência. "Infelizmente, o doente diz que bebe para descontrair e pode parar no momento que quiser", lamenta. Dra. Rosângela afirma que o apoio da família é fundamental para a recuperação, embora o índice de recaída fique em torno de 60%, mesmo quando a busca por tratamento é espontânea.

MORTES

O alcoolismo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), já é a segunda doença que mais mata no mundo depois do câncer: 3,2% do total de mortes. No Brasil o número é ainda maior: 10% da população, ou 19 milhões de pessoas morrem por ano devido ao excesso de bebidas, de acordo com estudo da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Universidade Federal de São Paulo. Pesquisador da UNIAD, o psiquiatra Dr. Nino Meloni explica que há fatores, mesmo genéticos, que fazem certas pessoas se sentirem bem ao consumir álcool. A sensação passageira de euforia ganha coro na sociedade, que por questão cultural não a vê como droga perigosa que causa dependência e mata. O psiquiatra lembra que o país é o quarto produtor mundial de cachaça, com 200 milhões de litros comercializados anualmente, dos quais 195 milhões consumidos somente no mercado interno. "Produzimos e consumimos o mesmo volume de pinga que o uísque. A diferença é que uísque é consumido mundialmente e a pinga somente no Brasil", diz. E arrisca uma explicação: "A pinga é mais barata que o leite". O álcool, diz o médico, é porta de entrada para outras drogas. Nas clínicas de recuperação, cerca de 55% das internações são decorrentes de alcoolismo. "Isto não significa que estejam diminuindo. A proporção é menor que nos anos anteriores porque aumentou o número de dependentes em crack", diz.

Notícias da Rede Bom Dia!


 

O ÁLCOOL EMBURRECE

O ÁLCOOL EMBURRECE

Carla Rojas Braga

Psicóloga e Psicoterapeuta

         A maioria dos jovens, meninos, e, cada vez mais, as meninas, ficam bêbados em quase todas as festas de finais de semana. E a chance de colocarem suas vidas em risco, nestas ocasiões, é enorme. Pessoas extremamente inteligentes, antes da festa, podem, após alguns copos, tornarem-se completos idiotas e fazerem as maiores barbaridades.

         O consumo de álcool entre os adolescentes tem crescido assustadoramente e começa cada vez mais cedo. Atualmente, no Brasil, ao redor dos 12 anos. Diversas pesquisas sobre o assunto, das melhores universidades americanas e brasileiras, revelam que o álcool pode causar danos ao hipocampo e que o completo desenvolvimento do cérebro e, mais especificamente, do lóbulo frontal só ocorre ao final da adolescência (que pode ser até os 24 anos), e concluíram que os danos causados às células neuronais que estão sendo mortas ou lesadas a cada bebedeira vão trazer consequências graves no futuro. Sim, o álcool pode lesar o cérebro.     

Segundo as pesquisas da Universidade da Califórnia, adolescentes que haviam se embebedado pelo menos cem vezes (contando os finais de semana de festas, vemos que isso não é difícil de acontecer), dos 14 aos 16 anos, apresentaram pior desempenho em testes de memória e, ainda, um hipocampo menor do que os que não bebiam. Isto quer dizer que o álcool pode, também, diminuir o tamanho do cérebro. Três milhões de adolescentes contraem doenças sexualmente transmissíveis a cada ano no mundo. Nos EUA, duas pessoas jovens contraem AIDS a cada hora. Aqui, os consultórios ficam repletos de meninas violentadas ou arrependidas de terem praticado sexo com estranhos, ou no mínimo, infectadas com o vírus HPV ou várias DSTs, após algumas festas, como no Carnaval, ou no Planeta Atlântida. E por quê? Corpo de bêbado não tem dono!

         Outra alarmante conclusão dos últimos estudos sobre o assunto também revelou que quase a metade dos adultos que começaram a beber antes dos 14 anos torna-se alcoolista. Entre os que iniciaram beber depois dos 21 anos, o percentual de dependência cai para apenas 9%. A formação completa do cérebro só acontece ao redor dos 21 anos. Podemos pensar, então, que quem toma porres com menos de 21 anos estará lesando um cérebro em desenvolvimento e, portanto, tenderá a ter um cérebro subdesenvolvido quando adulto.
         Além disso, o álcool é a porta de entrada para as outras drogas: maconha, ecstasy, cocaína e o famoso crack. É fácil, estando alcoolizado, ser convencido por um pseudoamigo a experimentar qualquer uma destas drogas. Aí, é lesão cerebral na certa. Algumas doenças mentais, como o transtorno bipolar, por exemplo, quando existe um histórico familiar e uma predisposição genética, podem vir a desenvolver-se com o abuso do álcool e das drogas.

         Fico impressionada quando vejo alguns meninos e meninas completamente alcoolizados, voltando para casa de manhã, quando eu estou acordando. Onde estão os pais para ver isso? Ou será que, pior ainda, veem e acham que não há nenhum problema nisso? Ou será que têm receio de dizer alguns "nãos"? Os pais têm o dever e o direito de impedir que seus filhos comecem a beber muito cedo e demais. Os jovens precisam, principalmente, de limites e orientação. Dar limite é cuidar. Dar limite é dar amor. Proíba seu filho de beber antes da idade certa. Não ofereça bebida alcoólica para seu filho, não beba com ele, não patrocine as festas de aquecimento, nem nenhuma festa jovem regada a álcool em sua casa se seu filho ou filha é menor de 18 anos, ou você poderá ser um pai ou mãe "filicida". Ajude seu filho ou filha a ter coragem de chegar em uma festa e recusar a bebida e enfrentar a pressão. Ensine a ele ou a ela que isso não será "pagar um mico", mas um ato de muita bravura e personalidade. Menino macho mesmo pode ser aquele que tem coragem de não beber com a turma. Menina de cara limpa é mais valorizada do que cheirando a vômito. Temos que impedir que essa geração de jovens maravilhosos, inteligentes, se torne uma geração de adultos dependentes, sequelados, desmemoriados, lesionados ou drogados pelo álcool. O futuro do mundo e das próximas gerações depende deles.


 

O CONSUMO DE ÁLCOOL PELAS ÍNTIMAS

O CONSUMO DE ÁLCOOL PELAS ÍNTIMAS

Aline Lacerda

Jornalista, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas (Terra Notícias)

 

         Recentemente, um jovem americano foi hospitalizado em coma alcoólico depois de introduzir uma grande quantidade de vinho por meio de um tubo inserido no reto.

         Além de consumir bebida via anal, vários jovens no mundo têm assustado pais e médicos com métodos nada convencionais de se embriagar.

         Nos Estados Unidos e Europa, vídeos se espalharam na internet com adolescentes pingando vodca nos olhos, método chamado por eles de "vodka eyeballing". Meninas que encharcam absorventes internos de álcool e os colocam na intimidade.

         Segundo a Dra. Zila Van Der Meer Sanchez, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), da Unifesp, os adolescentes que chegam aos prontos-socorros alcoolizados usam menos destas práticas no Brasil do que em outros países, apesar de casos terem sido registrados.

         Os riscos para quem consome álcool desta maneira são exatamente os mesmos de métodos convencionais. O que conta é a quantidade de álcool ingerida, porque independente de onde for, o corpo vai absorver do mesmo jeito.

         O clínico geral do Hospital das Clínicas, Dr. Arnaldo Lichtenstein, também alerta para o uso cada vez maior de álcool.

         O grande problema é o uso abusivo do álcool, independente da via. No entanto, além do comportamento extremamente invasivo ao corpo, o ânus, por exemplo, tem mais terminações nervosas e mucosas mais expostas, o que causa uma absorção mais rápida e compromete a percepção da quantidade ingerida.  Se for tomando de pouquinho em pouquinho, a pessoa vai sentindo e consegue identificar mais fácil a hora de parar. Mas, mesmo assim, depois de parar ainda há uma grande quantidade de álcool no estômago para ser metabolizado e, neste ponto é comum as pessoas passarem mal, vomitarem e colocarem para fora o que ainda não foi absorvido.          No entanto, nestes casos de consumo por outras vias, a substância vai ficar ali até ser completamente absorvida, informou.

         Além do estômago e intestino, o álcool é mais rapidamente absorvido pelas mucosas do corpo, desde a boca até o ânus e a vagina. A absorção é muito grande pelas mucosas. Se você bebe uma taça de vinho e demora uma hora ou duas para ser processado, o consumo pela mucosa leva minutos, explicou o Dr. Arnaldo Lichtenstein.

         O problema é que o álcool é irritante. Do mesmo modo que irrita o estômago, vai irritar o olho e causar uma conjuntivite, no ânus e na vagina vai acontecer a mesma coisa e pode gerar problemas sérios a curto, médio e longo prazo”, esclareceu o clínico do HC.

Os adolescentes que bebem álcool em gel podem ter reflexos no fígado. Vale ainda esclarecer que pingar bebida no olho não tem efeito nenhum. Em relação ao consumo via anal, pode dar uma concepção de violência sexual. Vai além do álcool, pode ter caráter de uma agressão sexual. O Dr. Arnaldo Lichtenstein ressaltou que a procura pelo prazer sexual também vem junto nestas práticas. “Isto é a busca pelo prazer mais rápido que está sendo misturado com sexualidade. São duas grandes sensações de busca de prazer”, explicou . Ele alertou ainda que estas práticas não muito comuns acontecem há bastante tempo, mas o que mais preocupa é a quantidade exagerada de álcool que tem sido colocado em questão.       “Esta busca desenfreada por sensações de euforia e anestesia é muito preocupante. Alguns pacientes falam em anestesia e usam estes meios mais rápidos para conseguir não só a desinibição que o álcool produz”, concluiu.


 

O PROCESSO DA RECAÍDA E SUA PREVENÇÃO

O PROCESSO DA RECAÍDA E SUA PREVENÇÃO
José Cássio - Psicólogo e Conselheiro em Adicções

 

O que é Recaída? - É voltar ao uso do álcool após um período de abstinência.

Por que me preocupar com a recaída? - A recaída é uma realidade que faz parte da doença (Alcoolismo) e possui particularidades. Conhecendo tais particularidades, é possível evitá-la, ou melhor, preveni-la.

Você pode estar em uma recaída antes mesmo de usar o álcool. Isto pode durar dias, semanas, meses ou anos.

Existem sinais de alerta, são os Sintomas da Recaída Emocional, antes do 1º Gole.

         Eis alguns:

1. MUDANÇA DE COMPORTAMENTO - Discussões sem motivo aparente;
- Abandono ou menor participação em A.A.;- Parar num bar ou outro local de ativa socialmente para beber refrigerante; - Compulsão para cigarro, sexo, jogo, comida, consumismo etc. 

2. MUDANÇA DE ATITUDES - Não se preocupar com o passado ou com a manutenção de abstinência; Pensamentos negativos e auto destrutivos; - Não valoriza as conquistas adquiridas sem o álcool.       

3. MUDANÇA DE SENTIMENTO OU HUMOR - Depressão; - Raiva e ressentimento de si próprio ou de outros;- Irritabilidade; - Oscilações bruscas de humor (angústia e súbita euforia);

4. MUDANÇA DE PENSAMENTOS - Achar que merece beber por passar algum tempo de abstinência; - Pensar em substituir o tipo de bebida ou droga, concluindo que não faria mal; - Pensar estar curado após um determinado período sem beber; - Achar que pode controlar a quantidade de químicos; - Achar que pode se automedicar ou usar outras drogas.

Estes são alguns dos sinais. Podem indicar que o seu processo de recaída esteja em andamento.

         Neste caso, é importante que você tenha um plano estratégico para lidar com situações que podem colocar a recuperação em risco.

A.A. sugere: “Corra para o Grupo”! Procure seu Padrinho! Não espere acontecer! O sofrimento é muito grande! 


MANTER A MENTE ABERTA

Iraci Genésio Caetano

Assistente Social e Psicoterapeuta de Grupos - Campinas/SP

 

             Em primeiro lugar quero dizer da minha alegria e gratidão por ter a oportunidade de refletir com vocês sobre um dos temas mais desafiantes para nós profissionais, uma vez que nós mesmos temos que lidar com nossa impotência e total perda de controle quando se trata de lidar com o alcoolismo, ou com qualquer outra dependência, apenas com as ferramentas da ciência.

A ciência nos ofereceu, entretanto, uma informação contundente para compreender a natureza desta síndrome e o principal entrave para debelá-la.

Trata-se da diferença entre as doenças crônicas e as doenças agudas.

Esta última é de fácil aceitação pelo portador e os que o cercam tornando seu prognóstico de remissão mais provável, dependendo quase que exclusivamente do acerto na abordagem e tratamento.

Nas doenças crônicas, entretanto, onde segundo a Organização Mundial de Saúde se encaixa o alcoolismo, é necessário levar o indivíduo a vencer a barreira da negação, principal responsável por incontáveis insucessos nas abordagens terapêuticas.

É neste momento que a comunidade cientifica, com algumas exceções é verdade, se rende ao programa de Alcoólicos Anônimos, como ferramenta de valor inestimável para interromper o processo de instalação da doença e promover uma recuperação com qualidade e espiritualidade.

Através de sugestões simples, como, por exemplo, “evite o primeiro gole”, o programa oferece um caminho simples e seguro para interromper a progressão da síndrome e lidar com a devastação física e mental provocada pelo álcool.

Os danos cerebrais, invariavelmente dificultam a compreensão do programa.

Após a ADMISSÃO e a RENDIÇÃO, um enorme vazio se apresenta, só possível de ser preenchido com a crença em um PODER SUPERIOR como possibilidade de se construir um alicerce seguro para um novo modo de viver.

Acreditar num Poder Superior vai exigir um novo “contrato” com DEUS, na forma como cada um O concebe: Parar de pedir e agradecer; parar de indagar e ouvir; parar de falar e agir.

Isto é Mente Aberta.

E como mantê-la?

Compreendendo os reais desígnios do Poder Superior para si, e prosseguir na programação: a entrega.

“Manter a Mente Aberta” é ter humildade para compreender as sutilezas das respostas do PODER SUPERIOR em nossas vidas conduzindo-nos assim, à verdadeira FÉ.

“Manter a Mente Aberta” é saber que não receberemos nada do que pedirmos, mas receberemos tudo o que precisamos.

Outro dia tive acesso a algumas palavras, que certamente foram ditas por alguém que tem podido MANTER A MENTE ABERTA:

 Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.

Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver.

Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para  trabalhar

Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos  para superar.

Eu pedi amor... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.

Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades.”


"AUTOESTIMA

Drª. Maria Tude (Psicóloga)

           “Nascemos para aprender a amar” (JYL).

            Eu acredito que sim, porque queremos ser felizes e o Amor é que traz gostosura, alegria, valor e sentido às nossas vidas!

            Mas por que ainda tanto o amor nos falta? Porque ficamos esperando que nos amem enquanto nós também os amamos! Nesta troca tão complicada, estamos prometendo dar o que, realmente, ainda não conhecemos, o que ainda não vivenciamos internamente. Queremos amar o próximo antes de aprender amar a nós mesmos! Não funciona!

            Ficamos carentes, medindo, comparando, cobrando uns dos outros, nos lamuriando, nos afastando... “Que comece por mim”...

            A autoestima, o amor a nós mesmos, se desenvolve, cresce, fortalece na convivência e na atenção constante com este mistério que somos, na intimidade que vamos criando conosco mesmos. Neste caminhar, nosso amor e cuidado precisam atentar para nosso corpo físico, valorizando o quanto ele tem nos servido, aceitando suas transformações, limitações e desgastes, cuidando-o com carinho e respeito. Vamos também descobrindo aspectos de nossa personalidade (bons e “menos bons”), descobrindo dons únicos que nem suspeitávamos, entendendo crenças/pensamentos que nos dirigiram e aos nossos sentimentos, antes tão disfarçados, e revendo nossos comportamentos, antes tão “justificados”. Vamos entrando em contato conosco, com nosso mundo interior desconhecido, com nossa humanidade! Atentos a tudo isso, passamos a desempenhar nossos papéis nas relações com auto respeito, comunicando às pessoas, a quaisquer pessoas, o que queremos e o que podemos, não importando quais sejam suas expectativas... “Um dia de cada vez” vamos exercitando a assertividade, porque entendemos que a lealdade e a honestidade conosco é sinal de respeito ao que somos e aos outros. Neste processo de construção de uma relação verdadeira e amorosa conosco mesmos, compartilhar torna-se um maravilhoso instrumento. Reunidos, aprendemos a ouvir e, nas experiências do outro, descobrimos aspectos nossos mais escondidos... Em grupo, nos fortalecemos para falar, dar voz às nossas ideias, nossos sentimentos, nossas histórias... Aprendemos a revelar, perdoar, aceitar e valorizar quem somos e recobramos a esperança de sermos, cada vez mais, senhores de nós mesmos e de nosso caminhar.

“Autoestima” é amar a mim mesma, é o resultado deste “Cuidar de mim” – com carinho, gentileza, paciência, aceitação, bom humor, firmeza, compaixão, honestidade, admiração, valorização... E a sabedoria amorosa aprendida neste processo me humaniza e me leva à sabedoria de poder entender e “amar o próximo como a mim mesma”. Somos seres espirituais, por isso precisamos da nutrição espiritual, do Amor para sermos felizes.


15% dos brasileiros são dependentes de álcool.

 

Cerca de 15% dos profissionais brasileiros são dependentes de álcool no trabalho ou os consomem com frequência, de acordo com um estudo publicado recentemente pela Universidade Federal de São Paulo.

Segundo o Ministério do Trabalho, esses funcionários faltam cerca de 26 dias por ano sem justificativa, o triplo do número de faltas de um funcionário comum. A produtividade deles é até 30% menor e os riscos de acidentes de trabalho são cinco vezes mais elevados.

Para reduzir o número de trabalhadores dependentes de drogas, a quantidade de empresas que investem em campanhas, pesquisas e até testes de urina, para detecção de álcool, cocaína e maconha, aumentou nos últimos anos.

Recentemente o Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade de São Paulo recebeu cerca de 300 solicitações de empresas para análises de testes de funcionários.

A família fica doente!

Por outro lado, por desconhecimento do processo da doença alcoolismo, a família é atingida a partir da 2ª fase da doença, quando surgem os problemas paralelos, como acidentes de trânsito, violência, perda de emprego, decadência social, financeira e moral e a síndrome da co-dependência, isto é, a família torna-se também dependente da substância álcool. É uma dependência neurótica, um alcoolismo seco que provoca sofrimento e inúmeros desajustes. A essa altura, a dinâmica familiar passa a ser regulada pelo comportamento do usuário de álcool, na vã tentativa de controlar sua forma, quantidade e frequência de beber, o que é impossível. Minada por um sentimento de culpa injustificável. A família tem de conscientizar-se do problema e pedir ajuda. Fácil falar; difícil fazer. Em geral, por preconceito ou vergonha, procura-se negar o fato e a resistência só é vencida quando a situação fica insustentável e a família inteira desestruturada.

 “O lar fica alcoólico”, disse a esposa de um alcoólico que quanto mais doente estava, menos condição tinha de pedir socorro.

 

Se o álcool está fazendo sua família sofrer, procure ajuda!

Fonte: drauziovarella.com.br


Por que os jovens bebem? Por que não deveriam beber?

CISA – CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL

O álcool é a substância psicoativa mais consumida entre os adolescentes1 – isto vem acontecendo cada vez mais cedo, com maior frequência e quantidade. Você já se perguntou por que isso acontece e quais as consequências?Primeiramente, vamos aos números:

  • Aproximadamente 50% dos jovens com idade entre 12 e 17 anos já fizeram uso de álcool na vida2;

  • A idade de experimentação e de início do uso regular do álcool ocorre aos 14 e 15 anos, respectivamente3;

  • Entre estudantes de 13 a 15 anos de idade, 67% já experimentaram alguma bebida alcoólica e 22% já tiveram algum episódio de embriaguez na vida4;

  • De 2006 para 2012, houve crescimento expressivo de meninas que consomem 5 ou mais doses* (de 11% para 20%) e diminuição na proporção de meninos que bebem neste padrão (de 31% para 24%)5, também conhecido como beber pesado episódico (BPE)**.


Mas... por que os jovens bebem?
Os adolescentes vivenciam intensas mudanças físicas, psicológicas e sociais, passando por uma fase que associa-se não apenas à experimentação de álcool, mas ao beber “perigosamente”. Dentre os diversos fatores, podemos citar6:

  • Comportamento de assumir riscos e testar limites: a tendência de procurar situações novas e potencialmente perigosas, em geral de forma impulsiva, típica dos adolescentes, pode incluir experiências com álcool;

  • Expectativas: a forma como veem o álcool e seus efeitos influencia o comportamento de beber. Adolescentes que bebem para ter uma experiência positiva/agradável (por exemplo, ficar mais comunicativo, ter mais sucesso na busca de parceiros, divertir-se mais) são mais propensos ao consumo;

  • Traços da personalidade ou transtornos psiquiátricos: algumas características podem torná-los mais propensos à começar a beber, como agressividade, rebeldia, dificuldade em seguir regras, problemas de conduta, hiperatividade, ansiedade ou depressão;

  • Fatores hereditários: o risco de desenvolver problemas com o álcool é diretamente influenciado pela genética;

  • Aceitação por amigos e pelo grupo: fazem parte dos fatores ambientais que podem influenciar no desenvolvimento do hábito de beber, assim como a referência de pais e familiares.
     

E por que os jovens não deveriam beber?7,8Independentemente do motivo que tenha levado o jovem a começar a beber, é importante que saibam que estão sujeitos a uma série de riscos potenciais. O consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes compromete o sistema nervoso central (SNC) que ainda encontra-se em desenvolvimento. Desta maneira, suas vias neuronais podem se tornar mais suscetíveis aos danos causados pelo álcool, podendo levar ao comprometimento de várias funções. Ainda, quanto mais precoce o início do beber, mais cedo a pessoa poderá ter problemas com o álcool: estudos mostram que indivíduos que começaram a beber antes dos 15 anos têm 5 vezes mais chance de desenvolver problemas relacionados ao uso de álcool do que aqueles que começam a beber após os 21 anos. Além disso, para a vida adulta, o uso de álcool na adolescência é associado a maior consumo e abuso de outras drogas e mais comportamentos impulsivos.Além disso, sob os efeitos do álcool, os jovens ficam mais propensos a comportamentos de risco – incluindo brigas, sexo desprotegido ou não consensual, acidentes automobilísticos, entre outros. Em casos graves, os jovens podem apresentar outras consequências negativas decorrentes do uso de álcool, como não cumprir obrigações importantes e até ter problemas legais, sociais ou interpessoais.
O que podemos fazer?
As crianças pensam sobre as coisas muito mais cedo do que imaginamos; portanto, nunca é cedo demais para tratar deste tema. Vale lembrar que o que os adultos fazem é tão importante quanto o que falam: crianças e adolescentes ouvem o que você diz, mas também observam o que você faz9:

  • Comece a falar sobre o álcool naturalmente, do modo mais simples possível;

  • Não use tom autoritário e evite sermões;

  • Seja claro e conciso, explique os fatos associados ao uso de álcool e suas consequências;

  • Mostre apoio e seja amável, deixe o caminho aberto para o diálogo;

  • Estabeleça limites;

  • Tenha atitudes condizentes com o que você fala, pois seu comportamento servirá de exemplo para os mais jovens: faça escolhas saudáveis.

Como medida importante de avanço na prevenção do uso precoce do álcool no Brasil, em março de 2015 foi sancionada Lei nº 13.106/2015 que criminaliza a oferta – este termo abrange vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, mesmo que gratuitamente – de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.Para saber mais dicas, acesse os materiais CISA: livreto e vídeo "Como falar sobre uso de álcool com seus filhos".


*A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que uma unidade de bebida ou dose padrão contém aproximadamente de 10 g a 12 g de álcool puro, o equivalente a uma lata de cerveja (330 ml) ou uma dose de destilados (30 ml) ou ainda a uma taça de vinho (100 ml).

** BPE é o padrão de consumo que expõe o indivíduo a um maior perfil de risco para danos sociais e de saúde, como prejuízos nas atividades acadêmicas e laborais, envolvimento em relações sexuais desprotegidas ou não consensuais, brigas e violência, acidentes automotivos, além de risco para uso de outras drogas.


Por que as mulheres estão bebendo cada vez mais?

Giovanny Gerolla

 

A porcentagem de mulheres que ingerem grandes quantidades de álcool tem aumentado pelo menos duas vezes mais rápido que entre os homens. Essa é a conclusão do último levantamento do Ministério da Saúde que abordou o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), de 2011. Para o Ministério da Saúde, consumo abusivo de bebida alcoólica é aquele que ultrapassa,  para homens, cinco ou mais doses numa mesma ocasião em um único mês ou, para as mulheres, quatro ou mais doses. A tendência é de aumento crescente não só no volume de álcool ingerido, mas também na frequência com que elas bebem doses comprometedoras. "O aumento é mais expressivo nas regiões Sul e Sudeste, e nas classes de maior poder aquisitivo", diz Stella Pereira... – psicóloga pós-doutorada pela USP e especialista em tratamento e prevenção do uso de álcool. Para a psicóloga, é urgente que o poder público invista em campanhas de prevenção e divulgação de informações sobre os riscos do alcoolismo.

Riscos para elas

Os efeitos do alcoolismo para as mulheres podem variar de acordo com o histórico médico e as condições biopsicossociais de cada uma, indo da dependência química e da cirrose hepática a condições crônicas. (câncer de boca, de mama, de orofaringe, ou abortos espontâneos) e agudas derivadas de acidentes, quedas, violência ou mesmo sexo desprotegido....

"Quando jovens, a presença do álcool faz desenvolver deficiências em vários sistemas do organismo, como neuropatias periféricas (dificuldades de reposição da bainha de mielina, nos neurônios), miocardiopatia alcoólica (inchaço no coração e insuficiência cardiovascular), além de síndrome fetal alcoólica (quando o bebê nasce abaixo do peso, apresenta retardo de crescimento ou mental, ou alterações faciais", diz Arthur Guerra, psiquiatra da USP e presidente executivo do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool). Neste último caso, a criança de mãe que bebeu durante a gravidez já nasce com abstinência da bebida, apresentando irritação excessiva, ansiedade e insônia.

Por que elas estão bebendo mais?

 "Não há dúvida de que a disponibilidade e o aumento da renda própria, com melhora da situação financeira da mulher faz com que ela saia mais para beber com amigos", afirma o gastroenterologista Joaquim Melo, consultor em dependência química e presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Segundo o antropólogo Mauricio Fiore, do NEIP (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos), com a quebra das barreiras de gênero, antigos hábitos masculinos também passam a fazer parte do cotidiano das mulheres. "A partir do momento em que as mulheres passaram a gozar de autonomia, velhos hábitos associados aos homens ficam à disposição, até mesmo aqueles que trazem danos ou perigoso à saúde".

Pressão e acúmulo de funções Não basta ser uma boa profissional. No trabalho, a mulher acaba tendo que superar os homens --e, apesar disso, ainda aceitar salários menores que os deles. Quando volta para casa, muitas ainda têm que se preocupar com limpeza, arrumação, alimentação e educação dos filhos. Para o psiquiatra da USP Arthur Guerra, tamanha carga de responsabilidades e cobranças pode levar à busca por uma válvula de escape: o álcool.

Muitas passam a ter no álcool e em seus efeitos um antídoto para se apartarem de sofrimentos, angústias e frustrações. "O álcool tem efeitos ansiolíticos, portanto, pode ser consumido como substância que alivia a tensão, o estress e a ansiedade", diz Stella Pereira. Porém, a bebida ou qualquer outra droga como muleta não ajuda a resolver o cerne da questão geradora dos conflitos internos. Pior: pode criar um problema ainda maior, o alcoolismo....



 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.