Cabeçalho do site de A Mulher Alcoólica

 

 

Quem é o Alcoólico?

 

Qualquer pessoa poderá vir a ser alcoólico.

Todo o tipo de gente poderá cair vítima dessa doença que ataca indiscriminadamente parte das pessoas que bebem: homens e mulheres, ricos e pobres, analfabetos e intelectuais, brancos e negros, descrentes e religiosos, jovens e velhos, gente “boa” e gente “ruim”.
Este fato parece sempre surpreender muita gente.

Constantemente se ouvem frases como estas: “Ele não pode ser alcoólico, veja quanto dinheiro ganha!” Ou então: “Ela não é alcoólica. Teve uma boa infância, casou-se bem, tem três filhos. Não, Isso não pode ser possível!” Ou, no outro extremo: “Ele bebe de sem-vergonhice. Já não parou tantas vezes? Bebe porque não tem força de vontade ou não quer parar.”
Todas estas frases vêm de suposições erradas e hoje desmentidas, embora sejam mantidas, consciente ou inconscientemente, pela grande maioria da população. Baseiam-se na idéia totalmente falsa de que o alcoólico é aquele que está caído na sarjeta (mendigos), e que ali não estariam se tivessem “força de vontade”. Essas ficções morrem muito devagar. As pessoas encontram dificuldades em aceitar que também podem ser alcoólicos a esposa ou marido, o presidente do banco, o padre ou pastor, o político famoso ou o próprio psiquiatra que tratou do seu amigo. O fato é que a doença ataca a seres humanos, e não a certos grupos ou classes sociais.
O alcoólico é notavelmente sensível, mas para ele, esta sensibilidade não é uma característica saudável e construtiva. Em vez de ampliar seus horizontes e aumentar sua capacidade criativa, como a sensibilidade faz em pessoas saudáveis, ela limita os horizontes do alcoólico, virando-o para dentro, onde escapa do mundo que não o compreende.
“Alcoólico é uma pessoa cuja maneira de beber causa um CONTÍNUO E CRESCENTE conflito em todos os aspectos da sua vida”
A lógica por detrás dessa definição é tão simples como a própria definição.

Se o ato de beber trouxesse problemas na vida de uma pessoa normal, ou ela procuraria beber menos, ou desistiria totalmente da bebida.

Para o bebedor normal, isto não apresentaria dificuldade alguma, porém, se o bebedor for alcoólico, poderá reconhecer a solução óbvia e, inclusive, estar convencido de que irá diminuir ou desistir. Porém, jamais o fará por muito tempo, porque não o poderá fazer.
A própria doença lhe tira a capacidade de controlar-se.

Desistirá totalmente da bebida com freqüência, e pensará que isto prova que não é alcoólico. Mas acabará sempre voltando a beber, provando justamente o contrário. O problema para o alcoólico não é parar de beber, é não voltar a beber.
Ameaçar um alcoólico, apelar para o seu bom senso, implorar-lhe a usar sua “força de vontade” é ridículo, como seria ridículo dizer a um epilético para que deva usar sua força de vontade para evitar futuros ataques.

 

Fonte: Gotas de Sabedoria - Yahoo Grupos / http://www.abc.med.br > Psicologia/Psiquiatria / http://www.aarenasceracores.org/Voce-é-Alcoólico-.php‎ / Grupo Renascer - Ilha Terceira – Açores - PORTUGAL

 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.

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