Cabeçalho do site de A Mulher Alcoólica

 

 

Quem escreve?

 

 

A Mulher Alcoólica

 

A idéia de me corresponder com as mulheres, principalmente com as alcoólicas através deste site surgiu quando, através da mídia, tomei conhecimento de que a mulher de hoje está bebendo tanto quanto o homem ou até mais. Bebem exageradamente a partir da adolescência, sofrem e, não sabem que há uma saída para o alcoolismo.

É por isso que estou me dirigindo a VOCÊ, MULHER!

A VOCÊ, mulher e companheira, se assim posso chamá-la, que não tem acesso às informações como eu não tive e que tem vergonha da sua maneira de beber.

Só você sabe o que está passando e se realmente precisa de ajuda.

Talvez lhe contando o que passei e como encontrei ajuda você se interesse por uma nova vida sem o álcool.

Mesmo que eu estivesse perto de você não ousaria falar sobre o nosso problema; você não me ouviria ou até julgaria que eu também faço parte de uma conspiração contra você; se ofenderia por eu haver suspeitado de sua secreta agonia. Agonia esta que eu também passei e que ora vou contar-lhe.

Eu sou uma mulher alcoólica! Isso mesmo! Sou portadora de uma doença chamada alcoolismo!

Esta doença é física, mental e espiritual. Leva à loucura ou à morte prematura. Não tem cura, mas PODE SER DETIDA! Se você quiser!

Hoje não tenho vergonha de dizer que sou alcoólica porque não tenho culpa de ser portadora desta doença; eu não pedi para ser alcoólica, mas no momento em que fiquei sabendo do meu problema com o álcool, me dispus a procurar ajuda.

Durante anos eu bebi exageradamente. No inicio foi muito bom; eu já era alegre e a bebida me deixava mais solta ainda.

Nos momentos em que eu me sentia só, quando meu marido viajava, a bebida era minha companheira.

O tempo foi passando e a partir das doses só no final de semana, passei a beber todos os dias.

Eu não percebia que a bebida já se tornara um hábito para mim. Como não estava me fazendo mal, a cada dia eu aumentava mais as doses e ficava bêbada com mais freqüência.

Passei a ter apagamentos, esquecia as coisas. Ressaca? Muito pouco! Eu era forte! E ai daquele que falasse sobre minha maneira de beber... Eu bebia a hora que eu queria e era com meu dinheiro!

Meus filhos sofriam e eu não percebia! Claro, que sofriam, pois que imagem vem à nossa mente quando pensamos em uma mulher? - Uma criatura doce, meiga, carinhosa e, eu já não era mais assim: eu sofria.

Que imagem vem a nossa mente quando pensamos em uma esposa? - A companheira de todas as horas, dedicada, amorosa; eu fui já não era mais!

Que imagem vem a nossa mente quando pensamos em uma mãe? - Uma santa, doce, perfeita, que transborda amor, paciente e carinhosa, a rainha do lar... Como? Eu só pensava em beber...

Que imagem vem a nossa mente quando pensamos em uma mulher, esposa, mãe e avó embriagada, bêbada? Assim eu era! Que vergonha!

Sentia-me a última das criaturas! No fundo do poço!

Só acordei deste pesadelo quando há alguns anos meu netinho me perguntou: - Vovó, por que você bebe tanto? Eu chorei. Não tinha resposta à pergunta daquele anjo! Chorei e implorei a Deus:- Livra-me desta desgraça, desta droga que me acompanha há tantos anos. Sinto vergonha de mim, dos meus filhos e agora dos meus netos.

 

Que exemplo de mulher eu sou? Esta era a minha luta interna, a briga dentro de mim! Eu lutava comigo mesma, pois havia perdido o AMOR por mim!

E a bebida sempre vencia, mas a fé em Deus eu ainda tinha; eu haveria de deixar de ser sem-vergonha, eu haveria de encontrar força de vontade e eu rezava, implorava a Deus que me livrasse desse mal.

Um dia depois que aquele anjo me perguntou por que eu bebia tanto (hoje eu sei que ali tinha o dedo de Deus), tive meu primeiro despertar espiritual: - inexplicavelmente me vi diante da porta de um grupo de mútua-ajuda de ALCOÓLICOS ANÔNIMOS! Não pensei duas vezes... Entrei!

Queria buscar uma saída para mim, eu queria pelo menos me entender, pois achava que era a única mulher que bebia exageradamente.

Como eu bebia dentro de casa, não conhecia outra mulher que bebesse como eu.

Queria também entender por que eu era diferente da minha mãe, diferente da minha avó, diferente da minha irmã, diferente da minha filha?

Por que para tudo o que eu ia fazer tinha que beber?

Neste Grupo de A.A. encontrei todas as respostas para as minhas perguntas.

Fiquei sabendo que não sou sem-vergonha e que sou diferente sim, pois sou portadora da doença alcoolismo, que atinge homens e mulheres, brancos e negros, de qualquer idade e de qualquer classe social.

Eu sou exatamente igual aquela mulher bêbada, caída debaixo da ponte: nossa doença, o alcoolismo é exatamente a mesma!

Fiquei sabendo também que para o alcoolismo não há cura, mas que pode ser detido e foi tão simples... A luzinha da sala piscava e se lia: EVITE O 1º GOLE!

Os companheiros me encorajavam: - Viva somente as 24 horas! Só por hoje!

Eu não sei se nasci, se me tornei ou se a vida me tornou alcoólica; já não questiono mais; entreguei-me com garra ao programa de recuperação sugerido pela Irmandade.

O tempo foi passando e a bebida foi ficando cada vez mais distante do meu dia a dia!

Lembre-se minha amiga: “A limitação do homem é a oportunidade de Deus".

Dê uma chance a Deus.

Deixe-O entrar na sua vida e livrá-la deste mal.

Se você ainda continua lendo esta página minha querida amiga deve saber que não a condeno de modo algum e que sinto amor por você.

Tudo o que tem a fazer agora é estender a mão e tocar este amor, porque ele está bem perto de você, para entrar em ação a seu favor.

Este AMOR É Alcoólicos Anônimos!

Eu caminhei todo o caminho que você está percorrendo passo a passo, e talvez tenha chegado mais longe que você ... sofri muito ... e por amar você, só por amor mesmo é que ousei criar este site!

Estou disposta a ajudá-la, mas é você quem deve procurar ajuda.

Escreva-nos e lhe forneceremos sugestões, endereços de Grupos, onde, com certeza você encontrará uma solução para seu problema.

Não precisa se identificar.

Minha amiga, que Deus a abençoe!

 

 

 

Se você não tem problemas com o alcoolismo, ótimo! Mas, se conhece alguém que sofre e não sabe que há uma saída após esta leitura poderá orientar.

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